Na semana passada, fui procurado pela revista IstoÉ, na condição de autor de Inútil, para comentar sobre a campanha que Lula lançou para promover a auto-estima do brasileiro (uma das menores da América do Sul). Embora minha opinião seja a de que a campanha é uma bobagem tão grande quanto o Fome Zero, a revista faz parecer que eu sou a favor da tal campanha. Como neste blog sou eu mesmo que escrevo, gostaria de esclarecer os fatos. Acho que campanhas de esclarecimento são boas, mas também acho que a auto-estima deve ser legítima, deve ter uma razão de ser: acreditar que se é uma coisa sem realmente sê-lo é, no mínimo, esquizofrênico. Uma campanha destas é manipulativa e paliativa, assim como o Fome Zero. Minha auto-estima, como brasileiro, aumentará quando eu puder dizer a qualquer estrangeiro que não temos analfabetismo no país, que não somos corruptos, que nosso PIB é alto, que nossos artistas, atletas e cientistas podem viver confortavelmente aqui mesmo, etc, etc, etc. Falta muito ainda. Não sou idiota, não é tapando o sol com a peneira que vamos melhorar como nação.